Cofen participa de Conferência Internacional sobre Aids na África do Sul

Conselheiros Luciano Silva e Vencelau Pantoja, representando o Cofen, encontram a coordenadora do Departamento de DST, Aids e hepatites Virais, Adele Benzaken
O Conselho Federal de Enfermagem participa da Conferência Aids 2016 realizada em Durban, África do Sul, de 18 a 22 de julho. A conferência bianual reúne gestores, pessoas vivendo com HIV, profissionais e ativistas engajados no controle da epidemia, traçando diretrizes internacionais de combate ao HIV/Aids.
No evento, que compartilha experiências e políticas, foram reforçados diversas vezes dados sobre a atuação dos profissionais de Enfermagem na prevenção, testagem e tratamento. A Organização Mundial de Saúde considera imprescindível a atuação direta da Enfermagem para alcançar o objetivo global 90-90-90: testar 90% da população, iniciar o tratamento de 90% das pessoas vivendo com HIV e reduzir a carga viral de 90% dos tratados a níveis indetectáveis.
Na África do Sul, país que oferece tratamento ao maior número de infectados e sedia a conferência, 75% dos tratamentos, tiveram a atuação dos enfermeiros tanto na detecção, quanto na prescrição de antiretrovrais, medicamentos que combatem o HIV.
Já nos Estados Unidos, um terço dos estados tem legislação específica para que enfermeiros prescrevam os medicamentos, facilitando o acesso imprescindível de pacientes à principal forma de combate da infecção.

Enfermeira Lynette Kosgei é referência em prevenção e na distribuição de antirretrovirais em zona rural do Quênia
Foram compartilhas experiências bem sucedidas, como a história de Lynette Kosgei, uma enfermeira da zona rural no oeste do Quênia que é hoje uma multiplicadora da prevenção a Aids e referência na distribuição de antiretrovirais em sua região.
“Levaremos essa discussão para o plenário do Cofen e o Ministério da Saúde visando ampliar e subsidiar a atuação do profissional de Enfermagem, reforçando sua importância como liderança mundial na busca das metas estabelecidas pela OMS.”, relata o conselheiro Vencelau Pantoja.
“O grande diferencial que verifico nessas discussões é o empoderamento do profissional enfermeiro como ator chave no processo de detecção e tratamento dessa epidemia. O que nos motiva a celeridade da discussão do escopo de praticas destes profissionais no Brasil, se realmente queremos avanças nas políticas públicas de saúde.”, relata o conselheiro Luciano da Silva.
No Brasil, os enfermeiros realizam testagem rápida de HIV, sífilis e hepatites virais, seguindo protocolos do Ministério da Saúde. Medicamentos antirretrovirais são ofertados pelo Sistema Único de Saúde desde 1996, e metade deles já é produzido no Brasil.
Fonte: Ascom - Cofen
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