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Práticas integrativas ganham cada vez mais adeptas no Brasil

CPICS e Comissão de Saúde da Mulher reunidas na sede do Cofen

O momento do nascimento do bebê sempre é muito aguardado. São nove meses de preparação e muito amor envolvido. Por ser algo tão especial, diversas mães recorrem a métodos alternativos para lidar com o corpo e as emoções na “hora H.” Fatores como relaxamento e respiração podem fazer uma enorme diferença durante o parto. Por isso, profissionais de saúde passaram a adotar as Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PICS) em situações como o parto humanizado.

Neste contexto, a Comissão de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde do Conselho Federal de Enfermagem (CPICS/Cofen) e a Comissão Nacional de Saúde da Mulher (CNSM/Cofen) têm se reunido para iniciar um trabalho inédito. A ideia é criar um termo de cooperação técnica entre as coordenações.

Inicialmente, será apresentado um estudo que traça o panorama das PICS, de acordo com evidências científicas sobre as Práticas Integrativas reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de um balanço sobre o avanço delas em unidades de saúde.

As PICS possuem benefícios no tratamento de diversos males. No Brasil, profissionais de saúde particulares e unidades do SUS reconhecem e recomendam tais terapias em casos de dores físicas, emocionais e mentais. As mais comuns são o Yoga, a Meditação, aplicação do Reiki, Aromaterapia, Musicoterapia, entre outras.

No caso da saúde da mulher, os mais utilizados são durante a gravidez, desde o pré-natal até o parto e o puerpério. “A gestação e o parto são períodos ideais para tratamentos com PICS, uma vez que nesta fase a mulher deve evitar o uso de fármacos, principalmente sem prescrição médica,” explica o coordenador da Comissão Nacional de Saúde da Mulher, Herdy Alves.

“São técnicas naturais que foram implantadas há milênios pelo homem. Elas oferecem conforto, relaxamento muscular e tranquilidade em um momento primordial, que é o caso do parto natural, para que a mãe e o bebê possam desfrutar de um ambiente saudável e tranquilo,” explica Cláudia Ferreira, coordenadora da Comissão de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde do Conselho Federal de Enfermagem (CPICS/Cofen).

Reconhecimento mundial – A Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva e reconhece as PICS. No Sistema Único de Saúde (SUS), a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC) foi instituída em 2006, com o objetivo de melhorar a qualidade de atendimento da população.

Atualmente, existem 29 práticas ofertadas pelo SUS. São elas: Apiterapia, Aromaterapia, Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Bioenergética, Constelação Familiar, Cromoterapia, Dança Circular, Geoterapia, Hipnoterapia, Homeopatia, Imposição de Mãos, Medicina Antroposófica, Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Ozonioterapia, Plantas Medicinais e Fitoterápicos, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa, Terapia de Florais, Termalismo Social/Crenoterapia e Yoga.