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COP-30: Brasil lança Plano de Ação em Saúde para mitigar impacto das mudanças climáticas

Plano de Ação em Saúde de Belém é o primeiro plano internacional dedicado exclusivamente à adaptação climática na Saúde

14.11.2025

Marcha Saúde e Clima, realizada na terça-feira. Movimento Saúde Sustentável, idealizado pelo Coren-PA, foi um dos organizadores

O governo lançou, nesta quinta-feira, 13/11, na  30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), um plano de enfrentamento aos impactos das mudanças climáticas na Saúde. “A crise climática é, antes de tudo, uma crise de saúde pública. A época dos avisos acabou; agora vivemos a época das consequências. O clima já mudou, e não temos alternativa a não ser adotar políticas públicas para enfrentar e nos adaptar às mudanças climáticas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O Plano de Ação em Saúde de Belém é o primeiro voltado especificamente para o setor Saúde. O documento propõe 60 ações para fortalecer sistemas de vigilância, políticas de Saúde e inovação para proteger populações diante dos riscos climáticos. 

O plano tem apoio inicial de países como França, Espanha, Tuvalu, Congo, Zâmbia, Canadá, Japão, Reino Unido e Malásia, além de organizações internacionais. “Esperamos ampliar ainda mais o número de apoiadores até o fim da COP. Há um compromisso firme do governo brasileiro e dos ministros da saúde com este plano”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em comunicado à imprensa.

Para o conselheiro Vencelau Pantoja, que representa o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) na COP-30 juntamente com a conselheira Ludimila Magalhães, “o Plano de Belém sinaliza um futuro em que saúde, equidade e clima caminham juntos. Na COP-30, representando o Cofen, reafirmo o compromisso da Enfermagem com ações que enfrentem os impactos da crise climática e promovam justiça social”.

Enfermeira Elisanete Carvalho, integrante da Abenfo e da Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde da Mulher do Cofen

Enfermagem na COP-30 

A Enfermagem está mobilizada pela Saúde na 30ª COP. Os conselheiros federais Vencelau Pantoja e Ludimila Magalhães e o presidente do Coren-PA, Antônio Marcos Freire, participaram, nesta semana, da Marcha Saúde e Clima, da Barqueata organizada pela Cúpula dos Povos, e estarão na Marcha Global Unificada por Justiça Climática, no sábado. 

Movimento Saúde e Sustentável da Amazônia para o Mundo, idealizado pelo Conselho Regional de Enfermagem do Pará (Coren-PA), foi um dos organizadores da Marcha Saúde e Clima. “Esse movimento surgiu há dois anos, quando a gente percebeu que não havia, na pauta da discussão da preparação para a COP. Buscamos difundir a ideia de que é preciso levar em consideração a Saúde nas decisões que se relacionam ao clima, considerando especialmente as condições de vida hoje dos ribeirinhos, quilombolas, povos indígenas, que são os detentores da região, os proprietários culturais legais da região e que precisam ser ouvidos nesse processo de construção”, explica Antônio Marcos.

Lobby dos combustíveis fósseis e protestos

A forte presença de representantes da indústria dos combustíveis fósseis na COP-30 gerou protestos. Foram mais de 1,6 mil credenciados para a conferência, número que ultrapassa os delegações estrangeiras de todos os países. A indústria da mineração e do agronegócio também têm presença marcante na COP.

Indígenas Munduruku bloquearam acesso à Blue Zone, onde acontecem as negociações de cúpula, na quinta-feira. O bloqueio se encerrou quando os Munduruku foram recebidos pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a ministra dos Povos Indigenas, Sônia Guajajara. Eles querem a revogação do decreto 12.600/2025 —que cria eixo hidroviário nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins—, o cancelamento do projeto da ferrovia Ferrogrão e a demarcação de terras.

Fonte: Ascom/Cofen - Clara Fagundes

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