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Coren-ES realiza interdição ética em setor do Hospital Geral de Linhares por risco à segurança assistencial

Interdição ética já está em vigor e permanecerá até que o hospital comprove o atendimento integral às exigências legais e normativas

07.04.2026

homem com colete de fiscalização do coren-es pregando um comunicado na parede
A situação encontrada é inaceitável diante da responsabilidade dos serviços de urgência e emergência

O Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) realizou, nesta segunda-feira (06), a interdição ética do segundo ponto de classificação de risco do Pronto-Socorro do Hospital Geral de Linhares (HGL). A medida foi adotada após sucessivas fiscalizações e notificações emitidas pela Autarquia, especialmente relacionadas ao dimensionamento inadequado da equipe de Enfermagem.

A decisão foi motivada pela constatação de que o setor operava sem a presença de enfermeiro exclusivo para a classificação de risco, atividade privativa e indispensável para garantir a segurança do atendimento. No local, o profissional de Enfermagem acumulava funções com a sala vermelha, o que configura uma grave falha no processo assistencial e representa risco imediato, concreto e mensurável à integridade dos pacientes e dos próprios profissionais.

De acordo com o conselheiro secretário do Coren-ES, Leonardo França, a situação encontrada é inaceitável diante da responsabilidade dos serviços de urgência e emergência. “Identificamos a ausência de enfermeiro no processo de classificação de risco, o que compromete diretamente a segurança da população e dos profissionais de Enfermagem. Trata-se de uma situação grave, que exige intervenção imediata do Conselho”, afirmou.

mesa de reunião composta por 10 pessoas, 4 mulheres e 6 homens
Também participaram da ação a enfermeira fiscal Alanna Elcher, a conselheira Marta Priscila e o assessor jurídico Gabriell Souto

O presidente do Coren-ES, Wilton Patrício, destacou que a interdição é resultado de um processo contínuo de fiscalização e diálogo institucional, que não apresentou as adequações necessárias por parte da unidade. “Foram identificadas inconsistências importantes durante as inspeções, e o Conselho adotou todas as medidas cabíveis para que a instituição promovesse as correções. Diante da permanência das irregularidades, foi necessária a interdição do setor, com o objetivo de resguardar a qualidade da assistência prestada à população”, ressaltou.

A interdição ética já está em vigor e permanecerá até que o hospital comprove o atendimento integral às exigências legais e normativas, conforme estabelecido pela Portaria GM/MS nº 2.048/2002, pela Resolução Cofen 661/2021 e demais legislações aplicáveis à prática da Enfermagem. A desinterdição está condicionada à realização de nova inspeção técnica e à emissão de parecer favorável pelo Coren-ES.

Outras notificações referentes à unidade seguem em andamento e continuam sendo monitoradas pela Autarquia.

Fonte: Coren-ES

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