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Enfermeira Bartira Roza integrará Painel de Especialistas em Doação e Transplante da OMS

A Enfermagem está em todas as fases do processo de doação de órgãos, desde a identificação de potenciais doadores, ao acompanhamento das etapas técnicas e emocionais envolvidas na doação, da hemodinâmica à escuta das famílias

23.02.2026

A enfermeira Bartira de Aguiar Roza, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e designada pelo governo brasileiro e pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS) para integrar o Painel Consultivo de Especialistas em Doação e Transplante da OMS, em Genebra. O mandato terá duração de quatro anos.

“Parabenizamos a professora Bartira Roza pela nomeação, que reflete a excelência de pesquisa e a liderança da Enfermagem brasileira no transplante de órgãos”, afirma o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Neri.

Somente em 2024, foram realizados mais de 30 mil transplantes no Brasil, referência em doação de órgãos, com o maior sistema público do mundo. A Enfermagem está em todas as fases deste processo, desde a identificação de potenciais doadores, ao acompanhamento das etapas técnicas e emocionais envolvidas na doação, da hemodinâmica à escuta das famílias. 

Uma das principais pesquisadoras da América Latina na área, a professora Bartira esteve à frente de estudos que investigaram questões diversas, da logística do transporte dos órgãos doados às razões de recusa familiar.

Bartira desenvolveu, junto a colegas da Unifesp, uma embalagem inteligente, aperfeiçoando o controle da temperatura na doação de órgãos. A logística do transporte é crucial para o sucesso dos transplantes.

Estudo liderado por Bartira Roza aponta que boa parte das famílias (21%) não compreendeu o conceito de morte encefálica, que subverte a ideia comum de morte. Outros 19% atribuíram a recusa a crenças religiosas e 19% citaram a falta de competência técnica da equipe hospitalar. A melhoria da capacitação dos profissionais de Saúde é essencial para reduzir a recusa, conclui o estudo. Essa capacitação foi tema de curso no Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem, em agosto.

De olho na resolução

A atuação da equipe de Enfermagem no processo de doação, captação e transplante de órgãos, tecidos e células é normatizada pela Resolução 710/2022. Compete ao enfermeiro a entrevista familiar que tenha como finalidade a doação de órgãos, assim como os procedimentos necessários para reconstituição do corpo, incluindo a sutura pelo profissional.

Fonte: Ascom/Cofen - Clara Fagundes

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