18/02/2022

Entenda o papel da Enfermagem no combate à pandemia de covid-19

Desde aplicação de imunizantes a cuidados pós-morte, os enfermeiros se tornaram os atores principais no enfrentamento à pandemia

Desde o início da pandemia, diversos profissionais da saúde se mobilizaram em todo o mundo, trabalhando no limite da exaustão física e emocional para salvar o maior número de vidas possível. Em meio a uma crise sanitária sem precedentes, umas das áreas que mais ganharam relevância e protagonismo foi a Enfermagem.

Para Kiarelle Penaforte, coordenadora do curso de Enfermagem da Universidade de Fortaleza (Unifor), a relevância dos enfermeiros está atrelada à formação científica da categoria. “Esse protagonismo se deve pela atuação baseada em aspectos científicos, de forma efetiva e ininterrupta. Considero desafiador o fato da permanência por 24 horas no cuidado direto, tornando esses profissionais mais expostos a contaminação e colocando diariamente em risco sua saúde para salvar a vida do outro”, afirma.

Cenário evidencia a importância dos enfermeiros na gestão direta e humanizada dos serviços de saúde. Foto: Divulgação

Além do lado científico, a enfermagem obtém outro papel singular no cuidado dos pacientes: a humanização. Dentro do corpo hospitalar, os enfermeiros passam a ser a ponte mais próxima para a recuperação do paciente, avaliando e mediando os serviços de assistência. “A enfermagem facilitou a mediação entre as famílias e os pacientes que precisaram de uma atenção especializada e, como consequência, necessitaram ficar em isolamento durante o período de adoecimento”, explica Kiarelle.

Com o processo de imunização em massa da população visto nos últimos meses, a Enfermagem também esteve à frente da aplicação de imunizantes e na busca ativa e conscientização de não-vacinados. Segundo a docente, a participação aconteceu em todas as etapas gerenciais e operacionais que norteiam a imunização contra a covid-19, destacando mais uma vez o papel amplo e relevante da profissão.

Em busca da valorização – A cada ano, a Enfermagem vem ocupando mais espaços da Rede de Atenção à Saúde. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), metade dos 3,5 milhões de trabalhadores da área de saúde no país atuam na Enfermagem e 80% deste quantitativo é formado por enfermeiros.

Kiarelle Penaforte explica que a ampliação de enfermeiros no mercado se deve à participação multifacetada desses profissionais. Desde o planejamento reprodutivo aos cuidados pós-morte, a atuação de um enfermeiro é essencial por concentrar habilidades de assistência direta, gestão, liderança e entendimento humanístico.

Apesar da relevância no cenário atual, a categoria ainda vem lutando por valorização e melhores condições de trabalho. Kiarelle explica que os desafios são históricos e hoje intensificados pelo processo de globalização e flexibilização das relações trabalhistas.

“A enfermagem, ao longo de sua história, tem enfrentado inúmeros desafios. Acrescento que o processo de globalização e a implementação da flexibilização das relações de trabalho têm impactado diretamente na precarização da saúde, mas evidencio uma categoria unida na busca de seus propósitos, lutando por carga horária de trabalho e remuneração adequadas, compreendendo ser uma profissão essencial no cuidado ao ser humano, no contexto individual, familiar e coletivo”, ressalta.

Formação Completa – O ensino superior é um fator diferencial que contribui bastante para que enfermeiros conquistem melhores posições e oportunidades no mercado. Avaliada pela Times Higher Education (THE) como a quarta melhor instituição do Brasil para cursos de saúde, a Unifor está com vagas abertas para o curso de graduação em Enfermagem.

Durante o curso, o aluno tem acesso a uma matriz inovadora, com módulos de aprendizado multifacetados que dão ênfase ao desenvolvimento pessoal, profissional, gestão e liderança, tendências do mercado e formação ética, legal e humanística para exercer atividades nos diferentes níveis de atenção à saúde.

Além da bagagem de conhecimentos, os estudantes têm acesso a laboratórios de alto padrão, que permitem o acesso à simulação de ações e procedimentos essenciais no campo da enfermagem, tais como exame físico, reanimação cardiopulmonar, parto, prevenção do câncer ginecológico e mama.

A participação no mercado de trabalho também é incentivada durante a graduação. A partir do quarto semestre, todas as práticas ocorrem em campos de estágio por meio do Núcleo de Atenção Médica Integrada da universidade (NAMI). Karielle explica que atividades de estágio possibilitam mais oportunidades de aprendizagem, e a relação aluno-professor assegura um acompanhamento individual capaz de identificar as principais necessidades dos mesmos.

O aluno terá ainda oportunidade de envolver-se nas ligas acadêmicas, monitorias, grupos de pesquisa e estudo, e atividades extracurriculares, que ajudam no entendimento quanto ao cenário atual da saúde. Dentre as Ligas Acadêmicas, está a LAC (Liga Acadêmica de Cardiologia), que realiza projetos como identificação de comorbidades em funcionários da Unifor, com ações educativas e de intervenção, como verificação de pressão arterial, peso, glicemia, dentre outros.

“A formação do enfermeiro torna-se importante para proporcionar ao profissional a capacidade de pensar o conhecimento como forma de desenvolver as competências demandadas na atualidade, com senso de responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania e da dignidade humana, apto a exercer a gestão dos serviços de saúde” ressalta a coordenadora.

Fonte: Diário do Nordeste