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Coren-PI inicia fase prática da capacitação de Enfermeiros para a inserção de DIU e Implanon

Métodos contraceptivos de longa duração são uma das estratégias mais eficazes para a redução da mortalidade materna e da gravidez indesejada

31.07.2026

Fase prática da capacitação teve início na segunda-feira, 27/7

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) iniciou, nesta semana, a fase prática da 3ª edição da Capacitação em Métodos Contraceptivos Reversíveis de Longa Duração (LARC, na sigla em inglês), voltada à qualificação de Enfermeiros para a inserção do DIU de cobre e do implante subdérmico (Implanon). Promovida por meio da Câmara Técnica de Saúde da Mulher, a capacitação começou em Teresina, na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Vale do Gavião, em diversas cidades seguirá pelas quatro macrorregiões de saúde do estado.

Antes do início dos procedimentos, alunos e preceptores realizaram uma busca ativa nas Unidades Básicas de Saúde, identificando centenas de mulheres para participar da etapa prática. A iniciativa alia a formação dos profissionais ao atendimento direto da população, ampliando o acesso aos métodos contraceptivos reversíveis de longa duração e fortalecendo as políticas de saúde da mulher e planejamento familiar.

“Essa ação representa um importante avanço para a saúde pública, ao ampliar o acesso das mulheres aos métodos contraceptivos e fortalecer o direito ao planejamento reprodutivo. Seguimos trabalhando para que essa qualificação alcance profissionais de todas as regiões do Piauí, fortalecendo a Enfermagem e levando uma assistência cada vez mais resolutiva à população.”, afirmou o presidente do Coren-PI, Samuel Freitas.

Capacitação que gera impacto direto na assistência

Segundo a colaboradora da Câmara Técnica de Saúde da Mulher do Coren-PI, Lívia Carvalho, esta etapa representa um importante avanço na qualificação da Enfermagem e na ampliação do acesso aos serviços de saúde. “A Câmara Técnica de Saúde da Mulher do Coren-PI deu início às atividades práticas do Edital 02/2026, que trata sobre a qualificação dos Enfermeiros com a inserção do DIU de cobre e o implante subdérmico. Estamos aqui em Teresina fazendo a capacitação de Enfermeiros e atendendo, levando saúde com qualidade às mulheres.”

Ao longo das próximas semanas, a capacitação percorrerá as quatro macrorregiões do estado, ampliando o número de profissionais habilitados para ofertar os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração na Atenção Primária.

Para a enfermeira Andressa Ferraz, participante da capacitação, a qualificação dos profissionais representa um avanço importante para ampliar o acesso das mulheres aos métodos contraceptivos de longa duração. “À medida que a gente estiver habilitado, vai proporcionar que muitas mulheres tenham acesso, facilitar o acesso a esses métodos que até então ainda é bem difícil para elas. A gente vai conseguir diminuir a quantidade de gravidez indesejada, gravidez não planejada e facilitar o acesso a esses métodos, que são bons e de longa duração”, afirma.

Ao final da capacitação, os Enfermeiros estarão aptos a realizar a inserção do DIU de cobre e do Implanon em seus municípios, ampliando o acesso da população a métodos contraceptivos seguros, eficazes e de longa duração e fortalecendo a assistência à saúde da mulher em todas as regiões do Piauí.

Métodos contraceptivos de longa duração são mais eficazes 

Métodos contraceptivos de longa duração são uma das estratégias mais eficazes para a redução da mortalidade materna e da gravidez indesejada. Os enfermeiros já têm um papel fundamental na consulta de Enfermagem em Saúde Sexual e Reprodutiva, incluindo a inserção do dispositivo intrauterino (DIU). A inserção do implanon podepor enfermeiros é regulamentada pelo Parecer 277/217 e a resolução Cofen 690/2022. Inserido logo abaixo da pele do braço, o Implanon é um pequeno bastão de plástico, com 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, que contém 68 mg de etonogestrel e vai sendo liberado em pequena quantidade continuamente na corrente sanguínea. 

Métodos contraceptivos que dependem de conduta ativa dos usuários têm altas taxas de insucesso a longo prazo. Em 10 anos, com o uso típico de camisinha, 9 em cada 10 mulheres engravidam. Seis em cada 10 mulheres que usam contraceptivo oral engravidam ao longo de 10 anos. Com o implante hormonal, a taxa de gravidez ao longo de uma década é de 1 em 100. O levantamento considerou o uso típico, incluindo falha humana.

Fonte: Coren-PI e Ascom/Cofen

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