10/08/2022

Ministério da Saúde ativa sala de situação para conter surto de sarampo

Retorno da doença é resultado da queda da cobertura vacinal. Surto atinge Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo

Criança com sarampo. Cobertura vacinal despencou para 71% no Brasil

O Ministério da Saúde ativou, na segunda-feira (8), sala de situação para monitoramento e controle do sarampo. São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá registram surto da doença, passível de prevenção por vacina. O objetivo é interromper a circulação do vírus e eliminar a doença do território nacional, com ações de vigilância epidemiológica, laboratorial e vacinação.

A vacina contra o sarampo está contemplada na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação, que acontece em todo o Brasil até 9 de setembro. O dia “D” de mobilização nacional será 20 de agosto, mas os municípios terão autonomia para definir as datas de mobilização (Dia D) conforme a realidade local. Cerca de 40 mil unidades básicas de Saúde participam da campanha, segundo estimativa do Ministério da Saúde.

“A Enfermagem está mobilizada e a postos para garantir a vacinação e evitar a reintrodução de doenças erradicadas no Brasil. É importante conscientizar as famílias sobre a importância de imunizar seus filhos. As vacinas contribuíram para uma drástica redução da mortalidade infantil no país e para a eliminação de doenças como a varíola, rubéola, poliomielite”, afirma a presidente do Cofen, Betânia Santos.

O sarampo é uma doença infectocontagiosa febril, aguda, de transmissão respiratória, que tem maior gravidade em crianças menores de cinco anos e pessoas imunodeprimidas. A doença, historicamente uma das maiores causas de mortalidade infantil, caminhava para a erradicação, com redução de 73% dos casos entre 2000 e 2012.

A queda da cobertura vacinal, desde 2019, coloca o Brasil em situação de alerta. Um dos principais imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) registra cobertura crítica, de apenas 71,4%.

 

Fonte: Ascom - Cofen