12/11/2019

Ministério da Saúde avalia inclusão de medicamento para Esclerose Múltipla

Consulta pública está disponível até 27 de novembro; saiba como contribuir

O Ministério da Saúde abriu a consulta pública sobre a incorporação do medicamento fumarato de dimetila na primeira linha de tratamento para pacientes com esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR). Até o dia 27 de novembro, pacientes, profissionais de saúde, especialistas e demais interessados pelo tema podem enviar contribuições e auxiliar a avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec/MS) . Leia a íntegra do relatório técnico e contribua com a consulta pública.

A esclerose múltipla é uma doença que atinge principalmente adultos jovens, na faixa etária entre 18 e 55 anos, e compromete o sistema nervoso central. A doença é autoimune, caracterizada pela desmielinização da bainha de mielina, envoltório das células nervosas (axônios) por onde passam os impulsos elétricos que controlam as funções do organismo. Esse dano gera interferências nessa transmissão e diversas consequências para os pacientes, como alterações na visão, no equilíbrio e na capacidade muscular dos pacientes.

A doença é classificada em três formas principais: esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) – forma mais comum, que representa 85% de todos os casos da doença-, secundariamente progressiva (EMSP) e primariamente progressiva (EMPP).

Fumarato de dimetila – O fumarato de dimetila já está disponível no SUS como segunda linha de tratamento para pacientes com a forma EMRR, após falha das terapias com o acetato de glatirâmer, a betainterferona e teriflunomida. Agora, a Comissão está analisando a inclusão para primeira linha de tratamento no SUS. Nos estudos analisados, o medicamento mostrou ser eficaz e seguro para pacientes, além de apresentar benefícios comparados aos demais tratamentos já disponibilizados para a doença. Por isso, a recomendação inicial foi favorável à incorporação. Agora o tema segue para receber contribuições da sociedade.

Fonte: Ascom - Cofen, com informações do Ministério da Saúde