22/04/2020

Quem foi Edith Fraenkel, enfermeira que combateu a gripe espanhola

Coluna "mulheres inspiradoras" traz perfil da enfermeira Edith Fraenkel, uma das pioneiras da profissionalização no Brasil

Jornal da época destaca os efeitos devastadores da pandemia

Um vírus que devastou populações pelo mundo inteiro, foi recebido com incredulidade pelos brasileiros, acendeu a ira de patrões contrários ao isolamento social, impulsionou a venda disparada de medicamentos “milagrosos” e não poupou nem mesmo as autoridades do país. Embora a cena pareça bem familiar com a Covid-19, essa é uma descrição da pandemia de gripe espanhola — cujo controle no Rio de Janeiro do início do século 20 contou com a participação de uma enfermeira feminista.

Na época da gripe, em 1918, Edith ainda não era enfermeira, mas visitadora sanitária. Ela ingressou nesta atividade aos 29 anos e após concluir um curso de socorrista voluntária — que, se inicialmente preparava mulheres para lidar com feridos da Primeira Guerra (1914-1918), com o alastramento da pandemia no Rio de Janeiro deu a elas subsídios para combater a gripe. “O certo é o que trabalho delas se estendeu para além das linhas de confronto, pois durante a gripe espanhola elas intensificaram seus esforços nos diversos hospitais, domicílios e postos de socorro, atendendo aos necessitados”, informa o livro “Histórias da Enfermagem: Versões e Interpretações”, desenvolvido a partir de dissertações da UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). A obra acrescenta que essa mobilização feminina foi essencial para desenvolver a educação sanitária junto à população e o elo entre famílias e serviços de saúde. Quanto à Edith, pelo seu trabalho e dedicação integral junto à sociedade durante a pandemia, recebeu o título de “sócia remida da Cruz Vermelha Brasileira”.

Leia a íntegra da matéria, publicada no Uol.

Fonte: Uol