17/05/2022

Vacina contra a gripe pode prevenir também a covid-19, diz estudo

Levantamento com 30 mil profissionais de Saúde mostrou que 90% tiveram menos propensão a ter formas mais graves da doença

Um estudo com mais de 30 mil profissionais de Saúde no Qatar indica que a vacina contra o vírus Influenza (popularmente chamado de gripe) pode prevenir também a covid-19. De acordo com os resultados, cerca de 90% daqueles que receberam a imunização contra o primeiro tiveram menos probabilidade de desenvolver a outra doença nos meses seguintes à aplicação, especialmente nas suas formas mais severas.

O estudo foi realizado no final do ano de 2020, antes que tivessem sido desenvolvidas as vacinas contra a covid-19. A descoberta atendia à preocupação de descobrir se as vacinas contra doenças que já existiam poderiam ajudar a prevenir a pandemia da então novíssima doença, mas evidências científicas são de difícil comprovação e demoram a aparecer.

Os pesquisadores monitoraram 518 trabalhadores da Saúde que testaram positivo para o SARS-CoV-2 e compararam com outros 2 mil participantes do estudo que testaram negativo para o vírus. Aqueles que haviam sido vacinados para a influenza naquela temporada tiveram uma probabilidade 30% menor de pegar o vírus SARS-CoV-2, além de 89% menos chance de desenvolver as formas mais graves da covid-19 em comparação com aqueles que não o fizeram.

A equipe do médico epidemiologista Günther Fink, da universidade da Basileia, na Suíça, declarou que sua equipe relatou também uma associação entre a aplicação da vacina contra gripe, sarampo e a rubéola estaria associada a uma menor quantidade de casos graves da covid-19 no Brasil. É atualmente realizado um estudo utilizando placebo para determinar o quanto as vacinas ajudaram contra a pandemia.

A duração desta proteção ainda permanece incerta. Entre aqueles investigados no Qatar, o país mais rico do mundo em renda per capita, houve uma eficácia de seis meses após a imunização e, acredita-se, ela pode chegar até 2 anos. Pesquisadores acreditam que descobrir até que ponto vacinas contra outras doenças podem prevenir que futuras pandemias custem outras milhões de vidas.

 

Fonte: Ascom – Cofen, com informações da revista Nature